HELENA DE URUGUAIANA, DE MARIA DA GRAÇA RODRIGUES

Estávamos livres, enfim, do frio minuano que, por semanas, soprou impiedoso. A noite estrelada prometia um amanhecer dourado. Teríamos um dia seco de céu completamente sem nuvens em pleno mês de junho. A notícia da chegada de dois presentes em minha vida, duas netinhas gêmeas, a Esther e a Celeste, deveriam completar esse quadro de perfeição. Mas uma mistura de medo e incertezas me fazia estremecer.

Dentro de algumas horas, a maternidade abriria para visitas. Iríamos vê-las pela primeira vez.

Sensação estranha. Apanhei um livro na estante. Não consegui me concentrar. Fui preparar um mate. Sentei ao lado do calor do fogão a lenha. A calma e o silêncio da madrugada me ajudariam a encontrar uma explicação, o porquê daquela angústia. Perguntas, respostas. Elas deveriam estar escondidas em algum canto escuro de mim.

Junto com o sol que se anunciava devagar no horizonte de Uruguaiana, minhas recordações foram chegando. Pouco a pouco, uma a uma. Meio desordenadas no início, bem mais claras no fim, enquanto eu tomava meu mate amargo, olhando os desenhos nos ladrilhos e azulejos coloridos que decoravam a cozinha do casarão.

                                                    2         

A primeira imagem que me ocorreu foi a minha própria na frente de um espelho, experimentando a roupa que usaria no aniversário do Théo. Eu não poderia, de maneira nenhuma, ir com aquelas calças boca-de-sino que já davam sinais de estar saindo da moda. Na Bristol, comprei uns jeans como ditava a tendência – cor clara e corte reto. Afora isso, tudo mais que eu vestia me fora presenteado pelo Leonel. Tudo. Um cordão de ouro, por exemplo, com um pingente que, à primeira vista, parecia uma cruz, mas, ao olhar mais detido, se revelava uma espada. Ele me havia dado nos meus vinte anos, poucos meses antes da tal festa. Os brincos foram em outro aniversário meu. E o anel de um quilate de brilhantes foi posto por ele em meu dedo no dia em que completei quinze anos. Camisa esportiva, lenço, sapatos e bolsa combinando com o cinto – todos comprados em uma de nossas idas a Buenos Aires – completavam o arranjo. Parecia simples, mas era fruto de horas e horas pensando no que ia melhor.

A desconfiança de que havia algo de muito estranho na minha relação com o Leonel vinha há tempos me inquietando. Ele me deixava sozinha nos fins de semana, alegando problemas na lavoura de arroz e muito trabalho com o gado na estância. A dúvida aumentou quando comentei sobre a festa com a Tânia, mulher do Théo, minha colega na escola primária onde lecionávamos. Ela baixou a cabeça, vermelha, trêmula, constrangida: “Não, Heleninha, não sabias? Neste ano, o Théo não vai comemorar”. Estampada mentira.

Ora, ora, o que estava acontecendo? O Théo jamais deixara de comemorar um aniversário. Ponto. O Leonel era um grande amigo do Théo. Seria convidado, sim, como sempre fora. Ponto. Eu é que não seria convidada. Conclusão lógica: o Leonel iria sozinho à festa ou – pior – com alguém.

Aquilo não podia ser verdade, não depois da luta que engendrei para casar com ele. Casar com o Leonel sempre fora meu sonho; ser a mulher legítima dele, o meu grande plano de vida. Coisa que a Magda, minha melhor amiga, contestava com veemência. Ela dizia que estávamos na década de 70, vivíamos a maior revolução de costumes do mundo e só eu continuava a residir na prosaica ideia de um casamento. “Pareces uma personagem do século XIX, Heleninha, típico de pequeno-burguesas aspirantes à aristocracia. Te atualiza, criatura!”. “Pequeno-burguesa, Magda, eu? Eu sou é uma grande pobretona, isso sim! Entende de uma vez por todas: tudo que eu sempre quis na vida foi ser a mulher do Leonel! E me ajuda aqui, tenho que chegar arrasando na frente dele e da tal bruxa essa que ele arrumou”, eu dizia aos gritos, enquanto minha amiga se limitava a sacudir a cabeça em contrariedade. A Magda não dava importância para roupas, andava sempre com umas batas indianas velhas, os mesmos jeans surrados e uma eterna bolsa colorida comprada em camelô. Seu único luxo era um par de brincos de turquesa que ela apanhara em algum dos fartos porta-joias antigos de suas avós fazendeiras, todos à sua inteira disposição.

3

A verdade chegou aos meus ouvidos na voz dele. Era, por certo, uma sexta-feira, dia em que costumava vir da estância para passar o fim de semana na cidade. Ele adorava, ao chegar do campo, fazer um mate e se jogar no sofá para ver a novela das sete. Anunciou seu casamento com outra e ligou a televisão. Enquanto eu lutava com um punhal cravado na garganta, o Leonel ria das piadas dos personagens da Supermanoela em ação.  

A novela terminou. Ele me chamou para sentar ao seu lado. Exatamente o que Leonel me disse eu não poderia jamais reproduzir, mas eram palavras que se pretendiam de consolo. Me cobria de carícias, afagos. Fomos para o quarto, isso é certo. Ele fez amor com um cadáver.    

Eu adorava ir jantar fora, mas ele vinha, nos últimos meses, alegando cansaço e me avisava que ia para a casa “dele”. Agora, eu sabia que era para a casa “dela”. Nessa noite, me convidou para irmos jantar em Paso de los Libres, do outro lado da ponte. Fomos ao restaurante do hotel Alejandro I. Pediu champanha. Uma marca cara que tomávamos em Buenos Aires.

Desde quando eu era menor, bastava eu me aborrecer por alguma razão e ele vinha logo com um presente ou me levava para um lugar de que eu gostasse. Havia uma sorveteria aonde íamos muito, depois de qualquer briga boba, normalmente por algum capricho meu. Eu me empanturrava de sorvete, ficava arrependida, perguntava se ele queria que eu ficasse gorda. Ele morria de rir, me abraçava dizendo que sim, que me amaria de qualquer jeito. Depois, na casa cor-de-rosa, era a vez dele se saciar. Agora, com meu corpo, palmo a palmo, ele ia me devorando. Eu me deixava derreter na boca, nas mãos, nos braços, no sexo do Leonel. Ao recobrar as forças, começávamos tudo outra vez.

Na volta do jantar em Libres, atravessando a ponte, eu tirava, aos poucos, o punhal da garganta. “Por que, Leonel?”. Ouvi a resposta dele ao mesmo tempo em que a voz do locutor da Charrua anunciava as novidades do turfe e o filme em cartaz no Cine Theatro Carlos Gomes. Fiquei confusa entre as notícias sobre a égua Tempestade, a estreia de O poderoso chefão e a frase dita pelo Leonel. Teria sido uma pergunta “Heleninha, meu anjo, te falta alguma coisa, meu amor?” ou afirmava “Heleninha, meu anjo, te falta alguma coisa, meu amor”?

Fiquei calada. Não tinha condições de pedir mais nenhum tipo de esclarecimento. A dor continuava forte a me sufocar. No rádio, começou a tocar uma música triste. Desliguei. O silêncio só era cortado pelo barulho do motor da caminhonete e dos pneus no concreto da ponte. Naquele momento, a imagem do poço e da minha avó Ana veio com toda a força. O Rio Uruguai lá embaixo era um grande poço. Fácil. Abrir a porta, saltar e pronto. Tudo acabado.

Tornei a pensar nisso em casa enquanto ele fazia amor comigo outra vez. Mas então meu cadáver já ia se animando, aos poucos, com uma ideia que veio me iluminar: telefonaria para o Ernesto.

4

Ernesto. Peça-chave de toda a história. O mesmo Ernesto, personagem do episódio fatídico que marcou tanto nossas vidas no carnaval de 1970, na cidade de São Borja. Eu chegaria de surpresa na festa com ele. Não tinha convite, mas ninguém seria louco de não me deixar entrar. Os anfitriões, coitados, iriam ficar numa situação difícil, mas eu os conhecia bem, bons e gentis, seriam corteses e delicados comigo e com o camarada Ernesto.

O Leonel morria de ciúme dele. Ernesto era amigo do Théo. Foi também bom companheiro do Leonel, muito antes do tal carnaval, parceiros de futebol e festas, quando eles jogavam no mesmo time, aqui em Uruguaiana. Um era zagueiro, e o outro, centroavante. Nunca descobri quem era o quê. Advogado como o pai, Ernesto Gusmão era bem falante, culto e desenvolto. Já se cogitava uma bela carreira política para ele. Se bem que, naqueles anos, política era “um caminho de espinhos”, como dizia a Magda. Ela, sempre que voltava do Rio, onde ia visitar a mãe, vinha com novas ideias. Segundo o Leonel, minha amiga era uma subversiva.

Os Gusmão eram conhecidos militantes de esquerda. Já o Leonel achava que a ditadura militar deveria continuar até que o perigo do comunismo se afastasse para sempre do Brasil. Eu adorava ouvir o Ernesto falar. Quando ele, a Magda e outros amigos, lá em São Borja, confabulavam sobre a situação do Brasil na época, eu quase me convencia do discurso deles. Achava, sim, que deveria existir uma justiça universal e que todos os homens mereciam ter direitos iguais. Mas, quando voltava para Uruguaiana e ouvia o Leonel falar mal do comunismo, ficava com medo que lhe tirassem as terras, o gado, a lavoura. Assim, eu me esquecia logo dos ideais humanistas da turma da esquerda.

Numa noite quente de dezembro na Califórnia da canção, estávamos num grupo pequeno, assistindo à apresentações de alguns artistas locais. O Ernesto chegou com sua turma de São Borja. Ele e o Leonel se encararam firme. Silêncio em volta. Todo mundo gelou. As coisas pioraram quando algum gaiato pediu ao Nico, um gurizinho declamador de versos do Cancioneiro guasca, que apresentasse um da Tirana. Vários olhares se voltaram para mim. Fiquei sabendo que, depois do carnaval em São Borja, era esse o apelido que me davam pelas costas: A Tirana de Uruguaiana. O Nico, inocente, obedeceu:

“Tirana, tira, tirana,
Tirana, que eu vi, bem vi:
Meu amor em braços doutro!
Não sei como não morri!
Tirana, tira, tirana,
Tirana, vou te deixar:
Tirana, juraste falso,
Tirana – pra me enganar!”

Um pouco alto do vinho, Ernesto entendeu de provocar: “Ah! Uma tirana dessas, eu bem que queria para mim”. O Leonel saltou para cima dele. Na hora, fiquei assustada, mas aquilo me encheu de orgulho. A briga deles não deu em nada, vários fortões foram apartar.

O Ernesto aceitou na hora vir a Uruguaiana para a festa do Théo. Ficou feliz. As ligações por telefone entre São Borja e Uruguaiana, naquela época, não eram grandes coisas, mas eu notava a alegria na voz dele: “Então, o louco se lembrou deste amigo velho? Tem certeza que é para eu ir? Hein? Claro que vou! Ainda mais acompanhado da mais bela uruguaianense”. Antes, ele perguntou pelo Leonel. “Finalmente, terminamos. Coisa do passado. Não temos nada mais em comum”. Fui categórica. “Ainda não estou acreditando, Heleninha, mas como és tu quem está dizendo, acredito. Aquele reacionário, grosso e machista não serve mesmo para ti”. Eu sabia bem o quanto havia de verdadeiro naquilo.

5

O Leonel sempre foi minha paixão. Desde a primeira vez que o vi, na chácara da vovó Celeste, onde eu passava as férias de verão depois da morte da mamãe e do papai. Era um guerreiro charrua, igual ao que aparecia no meu livro ilustrado História do Rio Grande do Sul. Olhando melhor, poderia dizer que era o sultão das Arábias de As mil e uma noites.

Desceu de uma enorme caminhonete moderna, último tipo, com a mãe dele, a prima Constança. A vovó Celeste, o vovô José, as primas Júlia e Marta, o tio Hélio e a tia Elsa, todos correram para cumprimentá-lo. Era guerreiro e era príncipe. Não tive dúvidas.

O primo Leonel Borges da Rosa. Le-o-nel. Leonel. Leo. Leonel. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Leonel.

O primo Leonel e sua mãe Constança eram donos da Itacá, uma estância enorme com gado de raça e lavoura de arroz, contígua à chácara dos meus avós. Vovó Celeste e prima Constança eram amicíssimas, regulavam de idade. Passavam, às vezes, uma tarde inteira a conversar e a tomar mate. Vovô José brincava se dizendo intrigado de onde tiravam tanto assunto, mas eu adorava ficar ouvindo as histórias delas. A prima trazia carne e charque. Levava de volta verduras e doces.

Fiquei sabendo que, anos antes, elas haviam ido, juntas, até uma igreja fazer uma promessa para Nossa Senhora. Qual delas eu não lembraria – uma das tantas daqui de Uruguaiana. Vovó Celeste havia perdido um dia a fé em Deus. Só rezava para a mãe de Jesus. “Deus é homem, Constança, duvido que ele ouça a gente. Nossa Senhora sim, ela deve saber direitinho o que sofre, nesta vida, alguém que nasce mulher”. “Mas, Celeste, não te esqueças de que foi o filho dessa mulher o primeiro a fazer nossa defesa, não deixando apedrejarem a pobre da Maria Madalena no meio da rua, pior que um animal!”. Vovó, revirando o mate, tratou logo de trocar de assunto. “Já provaste, Constança, ambrosia temperada com casca de limão galego?”, encerrou o debate filosófico-teológico-culinário que seguidamente tinha lugar nas suas respectivas cozinhas.

E foi assim que, quando a prima já estava quase perdendo as esperanças de ter um filho, por graça da Virgem Maria, ficou esperando o Leonel. Isso garantiam as duas, com toda a convicção. Se nascesse uma menina, teria o nome da tal Nossa Senhora, mas nasceu um varão e recebeu o nome em homenagem ao caudilho maragato Leonel da Rocha, de quem Antero Silva da Rosa, pai do Leonel, era admirador. Por uma grande ironia, o primo Antero, que lutou e saiu ileso na revolução de 1923, veio a morrer muitos anos depois, durante umas carreiras na Barra do Quaraí, ao discutir com um castelhano. Foi apunhalado pelas costas. O assassino fugiu para o Uruguai e nunca mais foi visto pela região. Órfão de pai, faltando apenas um ano para terminar a faculdade de agronomia, o Leonel teve que deixar tudo para trás, inclusive a boa vida de estudante em Porto Alegre, para ser responsável pela administração da propriedade. Ele era o maior orgulho da prima Constança. Meu Leonel, meu herói, minha vida, meu tudo, ele era maravilhoso, não havia dúvidas.

Interrompi a leitura de As mil e uma noites quando ele chegou. Continuei comendo minha rapadurinha de leite, hipnotizada pela figura fidalga do Leonel. Até então, eu só tinha ouvido a vovó e as primas falarem nele. E, agora, ele ali, diante de mim. A prima Constança veio me abraçar e me entregou presentes: tecidos para o uniforme do colégio e um livro do Monteiro Lobato. Ela se comprometera, depois que papai morreu, a ajudar na minha educação até a formatura na Escola Normal. Naquele mesmo ano, eu sairia do Grupo Escolar para frequentar a Escola Nossa Senhora do Horto, um colégio de freiras.

O Leonel sentou ao meu lado. “És tu, então, a minha famosa prima Heleninha. Me haviam dito que eras bonita. Estou vendo que é a mais pura verdade!”. Levantou minha franja e beijou minha testa. Depois, beijou a ponta da minha trança. Tomou para ele a minha rapadurinha. Tentei impedir; aquela estava toda lambuzada. Mostrei a ele como eu gostava de comer, ia lambendo aos poucos até ela se derreter toda. Ele não se importou, pôs tudo na boca de uma vez só, dizendo que eram as melhores do mundo, ainda mais se babujadas por mim. Pediu para eu trazer mais. Entreguei-lhe a travessa com todas as rapadurinhas do armário. Ele riu.

Foi a primeira vez que vi o primo Leonel rindo. Aquele riso que seria o meu encanto para o resto da vida. Os dentes brancos e perfeitos. Ele tinha, sim, sangue de índio charrua. A vovó Celeste explicou. Mistura de sangue basco também. Daí aquela cor muito morena, o nariz grande de sultão árabe, os cabelos lisos, pretos e brilhantes e os olhos escuros, puxados como os de um chinês. A camisa branca, o lenço vermelho no pescoço e um porte altivo. Meu Leonel. Meu príncipe.

Comecei a fazer as contas. Eu tinha dez e ele vinte e cinco anos. Mais uns oito e poderíamos casar. Um plano tão simples. Bastavam alguns dados serem jogados e a sorte me favorecer. Quanto à beleza, eu duvidava que tivesse ganhado da vida esse dom. Todos me achavam bonita. Menos eu. Só aos poucos fui acreditando, deixando de me considerar nariguda e boca-grande. Eu sonhava em ter nariz arrebitado como a Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Alguns dias, me achava horrível; em outros, chegava até a me achar quase bem bonita.

Minha preocupação com a aparência aumentou muito depois que conheci o Leonel. Era pensando nele que eu passava chá de marcela nos cabelos para continuarem dourados, deixava de comer pudins e bolos para não engordar e não faltava às aulas de educação física e dança para manter o corpo bonito. Fazia tudo e mais um pouco para encantar o meu príncipe. No livro de mitologia grega, estava lá: Afrodite, deusa da beleza. Ela brindava alguns mortais com esse dom. Bela, beleza, bonita e bonitinha. Que bom que eu não era feia. As coisas assim seriam mais fáceis na conquista do Leonel. Santa Afrodite e Nossa Senhora, me protejam! Me deixem sempre bonita para conquistar o Leonel. Amém.

Eu queria tanto ter uma chave do tamanho igual à da Emília. Como não tinha, fui obrigada a esperar uns anos e crescer um pouco, enquanto fazia de tudo para ele me olhar.

A princípio, eu tinha gostado da prima Constança, mas, numa tarde fria das férias de julho, me ensinando a manejar agulhas de tricô, ela conseguiu estocar meu coração: “Da próxima vez, vamos trazer a namorada do Leonel para conheceres. É um amor de pessoa, moça fina, educada em Porto Alegre, estudou no Sevigné e está terminando Serviço Social. Fim do ano, eles vão noivar, e o Leonel vai começar a construir uma casa nova para eles, ao lado da sede atual da estância. Minha norinha se chama Adélia”. Ao ouvir isso, deixei a agulha que prendia os fios de lã escapar de minhas mãos e a malha foi quase toda desfeita.

Adélia, a bruxa-namorada. Constança, a bruxa-mãe. Elas teriam que sair do meu caminho.

Consegui, mais adiante, tirar a Adélia da vida dele. Meus métodos não foram os mais corretos do mundo. Enfim. O Leonel era meu mundo, minha vida. Eu tinha que lutar por ele.

( . . .)

Maria da Graça Rodrigues nasceu em Uruguaiana (RS) em 20 de dezembro de 1954. Iniciou o curso de medicina veterinária na PUC em 1975 e o concluiu em 1978. Em 1980 ingressou no Banco do Brasil na carreira técnico-científica. Especializou-se em Literatura Brasileira pela UFRGS em 2008. Obras publicadas: Helena de Uruguaiana, editora Dublinense (2010); Lua Castelhana, editora Movimento (2012); Paraíso Selvagem, editora Movimento (2014); 4-3-3 e o porteiro do estádio, editora Movimento (2014). Lançamento da segunda edição do romance Helena de Uruguaiana pela editora Movimento (2015) e A primeira pedra, editora Movimento (2016). O trecho acima reproduzido corresponde às primeiras páginas de Helena de Uruguaiana.

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