‘PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA’, DE DJAMILA RIBEIRO

Por Lilian Rocha

“Devemos lembrar que este não é um debate individual, mas estrutural: a posição social do privilégio vem marcado pela violência, mesmo se determinado sujeito não seja deliberadamente violento.” (D.R., 2019)

O ano de 2020 foi marcado por várias violências étnico-raciais, o que fez acender uma luz de alerta na sociedade. Inúmeras pessoas foram para as suas redes sociais expressar a sua solidariedade postando a #vidasnegrasimportam, outras tiveram a coragem de se manifestarem nas ruas, com cartazes, expressões de ordem, manifestos exigindo ações mais concretas dos governos. Tudo isso na indignação do momento, mas depois da raiva, do sofrimento, do incômodo, o que fica?

O esquecimento ou a velha frase: Eu não sou racista! O livro Pequeno Manual Antirracista de Djamila Ribeiro trata justamente disto, pois o que vivenciamos não irá acabar enquanto não entendermos que vivemos em uma sociedade construída e embasada no racismo estrutural, desta forma não basta um posicionamento individual, moral de cada um, é importante conhecer a história, a trajetória do racismo em todos os ambientes da civilização.

Muitos amigos neste período me perguntavam o que fazer, como agir… quantas palestras proferi sobre o tema. Percebi que era mais fácil indicar o livro da Djamila, pois em dez capítulos ele discorre sobre os assuntos que são extremamente necessários serem debatidos nos dias de hoje, passados mais de cento e trinta e dois anos do final da escravidão no Brasil e que a história continua debaixo do tapete.

De forma escura e pertinente Djamila traz o tema racismo no ambiente de trabalho, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos, afetos, políticas educacionais afirmativas, literatura negra e o principal: Não basta ser não racista, é necessário ser antirracista, como disse Angela Davis.

A pergunta central após a leitura do livro é:

O que eu estou fazendo de concreto para combater o racismo?

O racismo não é um debate único dos negros, vivemos em uma sociedade e o racismo não foi criado pelos negros, e então, o que cabe aos brancos?

Esta discussão discorre com fluidez, baseada em artigos e fatos históricos mostrando o quanto esta desigualdade étnica tem dividido e fragilizado a nossa convivência.

É necessário que todos e todas olhem com urgência para este tema para que possamos ter dias com mais equidade e com menos sofrimento em nosso país.

Leia mais da autora em Sepé.

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