De ‘ENGOLE ESSE CHORO’, de Laura Peixoto

2019
17h05. 

O sentimento que guardo por Lacônia do Sul sobrevive aos meus remorsos. Tenho voltado cada vez menos. Este ano talvez a última. Parece que um cordão umbilical  ainda me liga a cidade. Saio do carro. Bolsa, celular, isqueiro. Acendo um. Opa!  Não é que conseguiram manter o parque no centro?  Mal cuidado, mas não destruído. Menos mal.  Os prédios antigos se foram e os sem graça tomam conta.  Ahã, povinho sem memória, sem história. Continua tudo sem graça. Grande e sem graça.  Antes de chegar ao velório, dou uma volta. Mais um bairro para os laconienses novos-ricos. Que fim levou o Cantão do Sapo? Putaquiupariu, sumiram com os pobres! Destruíram tudo para erguer edifícios envidraçados. Derrubaram árvores para entupir os terrenos de concreto e sumiram com as ruas de paralelepípedos. Corrupção e asfalto sempre andaram junto, minha mãe sempre dizia. Eram tão bonitas as pedras irregulares e cinzentas de basalto que cobriam a nossa rua. Vovó Eleonora contava que bastava o pai dela assoviar para terminar com a brincadeira na calçada: Moça de bem não anda na rua até essa hora. Quem são os de bem hoje? Quem será que mora nessas mansões faz-de-conta com seus jardins tão bonitos? Com essas câmeras de vigilância nos portões e em todas as esquinas? Vidinha de sombras.  Para não vazar nem fofoca. Mas um dia a murmuração vaza e muda a história. Minha mãe sempre soube que alguém ainda escreveria sobre os anos alienados em Lacônia. Não necessariamente escrever significa o que se viveu, mas também o que se ouviu,  li numa das cartas do padre Rodriguez à minha avó, que descansou da sua esquizofrenia para sempre nesta quinta-feira. Quem guardou aquelas cartas? Que fim levaram?

17h20. Chego. Não acredito! Subornaram a canônica para fazer o velório dentro do chalé? Como é que conseguiram isso em pleno século XXI? O velho Plínio deve saber. Aliás, que fim deu? Não tenho remorsos, lembrou mais uma vez minha própria voz. Quando a vó Eleonora ainda estava bem da cabeça, mas não mais de humor, quando ela ainda não se isolara, reclamava que Lacônia não havia preservado os belos casarios na beira do rio e as antigas casas comerciais do centro: Agora apenas lojinhas populares, esses bancos com filas até na calçada. E essa gente esperançosa entrando e saindo das lotéricas? Querem ganhar dinheiro fácil? Vão trabalhar! Olha essas farmácias brotando nas calçadas! Quantas farmácias? Sabe por quê? Em cada casa de Lacônia se esconde um louco e dois depressivos. Um dia tu escreves sobre isso, querida. Quem diria, que mesmo se entupindo de haloperidol e risperidona se desconectaria? Coitada.  Tudo bem que nós não somos os lugares, mas não há como negar que eles sufocam. É muita ferida pra cutucar. Muito fantasma pra fugir. Quem será que ainda vai contar a história dessa cidade? Michel Leiris disse que escrever não pode ter outra justificação a não ser iluminar certas coisas para si próprio. E vergonha na cara não tem cura, li hoje no para-choque de um caminhão quando estava vindo para o enterro.  Torço para que a memória não se deixe derrotar. Chega de remoer. Não dá pra estocar lembranças.  Apago meu bagulho, hora de encarar.

17h40. Venezianas da casa encostadas. Da porta, ouço os cochichos e uma ave-maria bem cadenciada. E mais uma. Um pai-nosso, de novo outra ave-maria, agora um salve-rainha pra terminar. E depois um silêncio franciscano. Alguém funga baixinho, sussurros de É agora? É agora? Meu Deus, não conheço ninguém… Só cabeças brancas. Forço os sentidos para escutar os rumores da morte. Quando entrei na casa onde passei duas férias de inverno e uns poucos dias de férias de verão, a primeira coisa que chamou minha atenção foi o assoalho carcomido da sala. Esse chalé é muito antigo, foi reformado quando ficou para a vovó. E ela tinha muito  orgulho do piso de tabuão largo. Até eu sei disso. E sei que a minha mãe ajudava a manter encerado para conservar o aspecto de novo. Mas depois que ela se juntou com a Ellen, tudo descambou de maneira egoísta. Nas férias, a gente só podia caminhar de meia ou pantufa. De tênis, nem pensar. No verão, descalça. Aí sim, bom sentir toda a palma do pé no piso frio e brilhante. Agora, frestas de cupins e esse cheiro de porão, de terra velha e úmida, um miasma de fungos e bolor se infiltrando pelo rodapé. Ou é bodum de casa antiga mesmo. Moscas. Como tem moscas. E mosquitos. Já levei uma picada. Alguém varreu os tufos de poeira para os cantos da sala. Cruzes, o que o tempo faz com as coisas. Minha avó dizia que não era culpa do tempo, que madeira como aquela, bem tratada, os anos não atravessam a Parquetina, quando muito um arranhão por descuido de móvel arrastado. O tempo estava na minha cara, no reflexo do vidro da janela. Do janelão aberto da sala, com a persiana enrolada, os morros de Lacônia em tons verdes-azulados e um pouco do céu do fim de tarde. Sério, não sei como não derrubaram os morros. Ainda.

18h20. Dona Eleonora no caixão… Agora não tem mais insônia, não tem paranoia. E esse copo de água com um ramo de buchinho para espargir a morta? Coisa mais antiga! Só em Lacônia mesmo. Minha vó branca, branca e rígida neste vestido floreado e gasto. Os cabelos tão ralos e brancos, tão mirradinha… Parece uma estranha. Poderia ser um cadáver qualquer. Já fui a outros enterros.  Esse tão miserável de gente, flor e vela. Velório de gente muito velha deve ser assim, todos também já foram. Não contei 20 pessoas. Até velório de bandido atrai mais gente. Últimas rajadas de sol no céu da cidade. Preciso carregar meu celular. Temo pela minha própria sanidade se à noite me pega aqui. Preciso dum lenço. Sou chata para cheiro. E aqui, não adianta, tem cheiro de suor e de defunta velha. Nada de remorso. Cheiro de morte. E aquela quem é? A mulher morena, de pano na cabeça? Oitenta? Noventa e tantos anos? Nunca fui boa para adivinhar idade. A luz do entardecer ofusca  meus sentimentos. De pé, apoiada na bengala, me olhando através dos óculos desde o momento em que entrei como se remoesse certezas. E por que não olharia se somos tão poucos nessa sala, um dia barulhenta, agora fúnebre? O corpo encolhido, os olhos amarelados, o braço e a mão da velha tremem. Velhice é foda. Saio pra fumar e sinto os olhares curiosos atrás de mim. Não vou dar mole.

18h45. Volto. Ninguém mais puxou reza. Outra mulher, ao lado de um rapazinho de  aparência distraída e pescoço pendente, com camiseta de propaganda de uma telefônica, cochicha algo. Quer  levantar. A mulher não deixa.  Parece ríspida.  Fala com a mulher sentada ao lado. De mim? Essa mulher tem mais de 60. Cabelo curto, bem curto mesmo, gorda, me encara. Arregalo as sobrancelhas. Ela se volta. Por que não me lembrei de trazer umas flores? Desnaturada eu. Suspiro deixando a alma escapar e fujo para o quintal. Mas voltei pra cá trazida pela ilusão mesmo, porque o quintal encolheu.

19h. Três cachorros embaixo do cinamomo.  Não gosto de cachorro. Só gosto de passarinho. Se o tempo conta, posso recapitular o passado aqui fora, embaixo da parreira velha. A bisa pariu três filhos e patrocinou um aborto. Da minha vó. Esconderam tanto essas intimidades que quando se revelaram ninguém deu bola.  Mas acho que segredo alavanca consciência. Os primeiros surtos de minha vó iniciaram no mesmo ano do parto de minha mãe. Quando o psiquiatra soube que houvera um aborto, que na segunda gravidez o pai era desconhecido, diagnosticou um gatilho acionado. Esse  trauma pode ter gerado a esquizofrenia, dissera ele.Aí vieram os anos difíceis, tudo foi se desvivendo. Cresci ouvindo de minha vó: Fiquei assim porque engoli muita coisa, inclusive choro.

19h05. Eu também quase não nasci. Minha mãe conseguiu esconder a gravidez até os sete meses. Mãe solteira, escândalo fraco. Na época, Lacônia já assimilava: uma era doida, a outra, destrambelhada. Tal mãe, tal filha, falavam. Logo perderam o interesse. Até porque o povo se juntava e disjuntava. Semana seguinte, outra nova fofoca da vida alheia. Debutante desfilando grávida, pouco vexame. A galinhagem dos médicos com as enfermeiras no hospital.  Os gays velhos não precisavam disfarçar nem mais partir da cidade. Quando minha mãe se apaixonou  por uma bióloga e foram morar juntas, ninguém deu a mínima. Daí eu já havia entrado na faculdade. E quando me formei, minha mãe tinha morrido de um estúpido câncer de fígado. Descobriu tarde. Formatura em gabinete. Vida que segue. Nunca mais vi a Ellen.

19h10. Mas cadê os parentes da vó? Ninguém? Pelo menos para fazer de conta que se importam. Melhor voltar para o velório. Também não faz diferença a minha presença. Não conheço essas criaturas pálidas que parecem estar se despedindo da própria vida. Se eu me vejo no caixão, imagina elas!

“Tu é neta da Iolanda?”, perguntou, em voz baixa, a senhora idosa e mirradinha que antes me olhava do fundo da sala. Segurou meu braço que passa a tremer como se o Parkinson me contagiasse.

“Não, senhora, sou bisneta”, cochicho.

“Neta do Plínio ou da Mariangélica?”

“Não, da Eleonora.”

“Ahhh… Veja só… Antes da moça se ir embora…”

“A senhora desculpa, mas não poderei ficar para o enterro.”

“A senhora também me adesculpa, mas Eleonora deixou uma caixa. Caixinha pequena. Se a senhora quiser levar junto. Porque outra coisa não sobrou nada. Decerto vai querer uma lembrança da sua avó?”

Fico muda. Hesito, como se diante de um mistério infantil prestes a ser descoberto. Sinto que todas as 20 pessoas na sala me olham. Agora mais uma. Chegou um velhinho amparado por uma senhora negra.  Quando minha mãe morreu, precisei me desfazer das coisas dela. Queriam que eu levasse uns móveis e objetos para o meu apartamento, mas recém tinha me mudado para a quitinete. Nem tinha geladeira, só um frigobar. Micro-ondas em cima do tampo da pia. Louças sem par. Quase nunca estou na cidade. Sempre viajando, de sucursal em sucursal. O que eu faria com uma caixa de lembranças velhas? Houvera um distanciamento de tempo e espaço entre nossas gerações e nossa família. A ausência preenchera a espera e o silêncio. Brigas, ciúmes, questões políticas, heranças e outros acidentes de percurso. Vou buscar, a senhora  não se deu por vencida e saiu arrastando a perna.

19h20.  Achei uma tomada no corredor. Não deu tempo de dizer, por favor, não se preocupe. Remorso que eu não podia carregar,  se desse meia-volta. Não dei. O menino com jeito estranho  se agita e, numa  linguagem intraduzível, pede para sair, tenta se desvencilhar da mão da mãe. O silêncio acorda na sala. Os dois se  levantam do banco e saem. O menino deixa um rastro de mijo. Com nojo, saio também.  No quintal, que diminuiu mesmo, alguém fez um monturo com as folhas varridas e agora um dos cachorros arriava na almofada verde.  Odeio horário de verão. Meu mundo por um chocolate… Desespero: preciso de uma barra de chocolate. Volto para o carro? Sempre guardo uma barra em algum lugar. Fui. No porta-luvas, um Suflair vencido. Engulo em duas dentadas. Já me sinto melhor. Agora dá pra retornar e posso encarar todos os cheiros. Outra picada de mosquito. Tenho medo de dengue. Merda.

19h25.  Olho para minha avó no caixão. Por que será que a gente não se lembra da primeira cama nessa vida e nunca há de se lembrar da última? Do berço para o caixão e tantos colchões babados, mijados, vomitados, esporrados. Dos anos de insônia para o último sono. Sempre um mistério. Depois que morremos, Deus tem outra proposta para a gente. Jura, né? Nunca mais vi tia Mariangélica. Fez a vida nos Estados Unidos. Nem tio Plínio, nenhum dos filhos, primos. Sem remorso, sem remorso! A família é um rascunho de intrigas, de invejas. Família é cárcere. Cobranças são como aquelas tralhas de sótão e porão que acumulamos na vida. Somos mesquinhos ou somos covardes para desapegar? Num dos poucos Natais antes de a tia Mariangélica se exilar, ouvi de um primo chegado a um sal alucinógeno que família só é boa em porta-retratos.

19h30. Celular na mão. Por falar em morrer de fome, meu estômago ronca. O chocolate não enganou as lombrigas. Cato na bolsa um chiclete, mas só acho uma barrinha de cereal. Vou até a cozinha. Meio bagunçada. Bebo água da torneira na concha da mão. Espio na janela. Um carro estaciona. Um pé de tênis branco, depois uma imensa barriga e depois um homem grande consegue sair do carro. Logo um menino abre a porta de trás e atravessa a rua correndo, sem olhar para os lados. O homem dá um grito furioso com ele. É o primo Matias… Que horror! É Matias barrigudo com a camisa apertada e pra fora da calça. A menina loirinha no colo da mulher… Criança em velório? Putaquiupariu.

19h35. Em uma das minhas últimas visitas ao hospital, para ver minha mãe apodrecendo de câncer, numa pegada de lucidez, ela acabou revelando que tinha muito medo de morrer. Emudeci. O que se diz nessas horas? Também tenho, deixei escapar. Não ouviu.  Minha esperança é sempre acordar viva na manhã seguinte. Se dormir é deixar de viver durante algumas horas, então vivo sempre porque a insônia é minha parceira mais louca nas madrugadas. A morte é mesmo uma estupidez. Muita pena de ver a condição de minha mãe presa naquele desespero. Entre os lençóis amarrotados, ela implorava: Não quero morrer sem ninguém para segurar minha mão. Respondi que sim, ainda gracejei que Ellen e eu estaríamos de mãos dadas com ela, na hora de partir e que haveria muita cantoria. Dei um beijo no rosto. Senti o cheiro de doença. O cheiro me irritou. Minha mãe se extinguiu como a chama de uma vela, que um sopro apaga. Fiquei hipnotizada observando. Sim, a morte é a maior derrota da vida. Vó Eleonora não foi ao velório da minha mãe. Já surtava.

19h40.  Faço um bafo na vidraça untuosa e infinitamente arranhada da cozinha. É tão do inverno essa brincadeira. No verão, claro que não funciona. Mas sempre tento. Atrás dos telhados da rua, que lindo, um pedaço de roda-gigante…  Tem parque na cidade.  Da sala, as mulheres emendam a cantoria segura na mão de Deus e vai. Isso me comove.

19h45. Ouço cochichos, um soluço e uma ave-maria bem cadenciada. E mais uma. Um Pai-nosso, de novo outra Ave-maria, agora um Salve-rainha. Tudo de novo… Terminou? Tranco a respiração como se ouvisse melhor. É costume. Silêncio, cochichos, um arrastar de pés, alguém chora baixinho, pronto, pronto. Forço o ouvido para escutar mais alguma coisa e, ainda em frente à janela, aguardo os próximos rumores da morte. Nada. Por uns breves minutos, a casa realmente se aquieta. Fico com meus pensamentos. Sem remorsos. Avisto o cinamomo. Esse viu muito. Tardes brandas de confidências na rede embaixo do cinamomo, e aquele pé insinuante de pura encrenca por debaixo do meu vestido, entre minhas coxas, enquanto o velho Plínio tostava as espigas no braseiro da tapera dos meninos. Primos… Matias foi  especial.  Um pecado mortal de sangue com sangue. Tenho que rir.  Pura sacanagem. Quem disse que a imaginação criou o mundo e por isso ela o governa? Vou dar um pega aqui dentro dessa cozinha. Nossa… O pátio dos fundos da casa me impressiona… Quando a gente é criança, o mundo é tão maior. A gente cresce só para perceber o quanto somos enganados pelos olhos. Escadas, portas e banheiros tão grandes na infância encolhem quando a gente cresce. Mundo vasto mundo se eu me chamasse…  Deu. Guardo na bolsa o beck. Em casa, velório não tem padre. Não aguento mais a rezação. Caindo fora. Nada de papinho com Matias ou sua mulher mal-humorada. Quem gosta de enterro? Nem sabia que tinham uma filha. Saio pela salinha de costura, na lateral da casa. Sem chance: na rua, ao lado do meu carro, a velhinha do Parkinson me aguarda.

19h50. Antes que a moça vá embora, fique com isto, por favor, disse ela quase num sussurro. A velhinha me entrega uma caixa de sapato encardida e amarrada por um cordão. Com letra miúda, escrito à caneta, na tampa, forço os olhos para decifrar.  Umas folhas nascem, e outras caem: assim é a geração de carne e de sangue.  Uma morre, outra nasce. Olho para a velha que aguarda uma reação minha. A jovem não se preocupe porque morto tem vida curta, e esboçou um sorriso de dentes falhados. Ah, claro. Obrigada… A senhora é quem? A velhinha me olha, quase faceira e ajeita o lenço na cabeça: Maria Loiva Moraes, mas todo mundo me conhece por Miloca. Eu era a irmã mais velha da tua vó Eleonora. Teu bisavô Astor era meu pai. Ela então sacode a cabeça e me encara no fundo dos olhos de uma maneira acolhedora. Silêncio prolongado entre nós duas. Sensação de extravio. Essas coisas já passaram e não interessam mais nada… Passou, passou.  É melhor ir agora, né? Pra não viajar no escuro. Moça de bem não anda na rua assim tão tarde. Bem capaz de pegar chuva na estrada, né?

20h10. Confiro no celular e engulo o choro.

Laura Peixoto vive em Lajeado, RS. É formada em Jornalismo. Tem Especialização em Literatura Brasileira, na UFRGS.  Foi aluna da Oficina de Criação Literária de L. A. de Assis Brasil. A autora acredita que o silêncio queima, mas que a memória existe para libertar a verdade e seus pesadelos. Contato: laurapeixe@gmail.com

FICÇÃO

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