Categoria: FICÇÃO

EU DESAPAREÇO, por Cristiano Fretta

(…)What I’ve feltWhat I’ve knownNever shined through in what I’ve shownNever beNever seeWon’t see what might have been(…)The Unforgiven – Metallica Questão das mais instigantes refere-se à quantidade de vomitados nas paradas de ônibus de Porto Alegre: difícil é vermos uma única parada que não tenha um amontoado de massa triturada e mal digerida na…

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AMARE, por Catia Schmaedecke

Antigamente Porto Alegre era uma cidade murada cujo portão se fechava ao anoitecer para impedir a entrada de possíveis invasores através das águas, e abria-se nas primeiras horas do dia seguinte. Era o que aparentava à primeira vista, quando havia a escassez de chuvas torrenciais e consequentes cheias. Foi ali, às margens do Guaíba, que…

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FUMAÇA, por Giovani Thadeu

Doralina, mais conhecida na vizinhança como Dora, é uma senhora septuagenária, aposentada, viúva, vivem ela e Fumaça no seu pequeno apartamento. Fumaça deve seu nome ao tom cinza do seu pelo e também ao seu comportamento onipresente e irrequieto, Fumaça está aqui, ali, lá e de novo aqui. Dora é uma senhora de baixa estatura,…

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CIGANA, por Maximiliano da Rosa

Maristela caminha apressada. São dias de angústia, de procuras vãs, esperas inúteis, o corpo e mente em desalinho, espírito denso demais. Precisa de um emprego, e logo. É nisso que pensa enquanto cruza os caminhos, percorre as ruas apinhadas de gente tosca e macambúzia, o sol demasiado quente sobre sua cabeça, fazendo ferver seu espírito…

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EXCALIBUR, por Milene Barazzetti

E passaram-se dias. Quando a luz voltou, depois desse tempo, foi o momento de despertar de Esmeralda. Acordou com as lambidas de seu gato, companheiro de isolamento. No início, com luz e internet funcionando, o isolamento foi saudável. Mas, depois de algumas semanas, alguns sistemas de gerenciamento de dados não conseguiram mais dar conta do…

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De ‘O JOVEM ARSENE LUPIN E A DANÇA MACABRA’, de Simone Saueressig

3 – QUASÍMODO Na manhã seguinte, Paris despertou com um estremecimento. “Despertou”, se é que a capital dormia. Aparentemente, nas sombras da cidade-luz, coisas macabras jamais descansavam. A notícia que corria solta tornava o incrível quase concreto e dava contornos ainda mais sinistros ao misterioso vulto noticiado pelos jornais, dias antes. Da Porte Saint-Denis ao…

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A TRAVESSIA, por Antonio Prates

(Homenagem a Sergio Faraco) Estava bebendo canha no bolicho do Chico Bugre, um casebre de madeira cuja última mão de tinta deve ter sido dada no tempo das Missiones. Pelo menos assim o descreveu Seu Quintino, que tomava também seus tragos, de pé, junto ao balcão. Quintino estava tão borracho que deu pra falar bonito,…

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ELOGIO ÀS ESCADAS, por Cristiano Fretta

A arquitetura como construir portas,de abrir; ou como construir o aberto;contruir, não como ilhar e prender,nem contruir como fechar secretos;contruir portas abertas, em portas;casas exclusivamente portas e teto(…)Fábula de um arquiteto – João Cabral de Melo Neto Os primeiros passos eram amplidão branca e deslumbrante que se explodia em luminosidade e acabava por dilatar as…

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O CLUBE, por Gustavo Lagranha

“Nem tudo que brilha é relíquia nem joia”Racionais MCs – Eu sou 157 Dois, um e meio, dois e meio, será? Diôni tentava calcular de cabeça, para se distrair, quanto custavam os carros estacionados em frente ao beach club California Nation. Até então, um Maserati, um Porsche – não desses mais baratos, de setecentos mil,…

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