A LITERATURA SUL-RIO-GRANDENSE DE 1976 – 2016: PRODUÇÃO, DISSEMINAÇÃO E CONSUMO

O Instituto Estadual do Livro apresenta aqui “A Literatura Sul-Rio-Grandense de 1976-2016”, obra que preenche uma lacuna significativa nos estudos sobre a literatura no Rio Grande do Sul. A obra delineia um panorama quantitativo e qualitativo de livros e autores publicados nas últimas décadas no estado e analisa os dados resultantes de forma clara e…

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EU DESAPAREÇO, por Cristiano Fretta

(…)What I’ve feltWhat I’ve knownNever shined through in what I’ve shownNever beNever seeWon’t see what might have been(…)The Unforgiven – Metallica Questão das mais instigantes refere-se à quantidade de vomitados nas paradas de ônibus de Porto Alegre: difícil é vermos uma única parada que não tenha um amontoado de massa triturada e mal digerida na…

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AMARE, por Catia Schmaedecke

Antigamente Porto Alegre era uma cidade murada cujo portão se fechava ao anoitecer para impedir a entrada de possíveis invasores através das águas, e abria-se nas primeiras horas do dia seguinte. Era o que aparentava à primeira vista, quando havia a escassez de chuvas torrenciais e consequentes cheias. Foi ali, às margens do Guaíba, que…

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FUMAÇA, por Giovani Thadeu

Doralina, mais conhecida na vizinhança como Dora, é uma senhora septuagenária, aposentada, viúva, vivem ela e Fumaça no seu pequeno apartamento. Fumaça deve seu nome ao tom cinza do seu pelo e também ao seu comportamento onipresente e irrequieto, Fumaça está aqui, ali, lá e de novo aqui. Dora é uma senhora de baixa estatura,…

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CIGANA, por Maximiliano da Rosa

Maristela caminha apressada. São dias de angústia, de procuras vãs, esperas inúteis, o corpo e mente em desalinho, espírito denso demais. Precisa de um emprego, e logo. É nisso que pensa enquanto cruza os caminhos, percorre as ruas apinhadas de gente tosca e macambúzia, o sol demasiado quente sobre sua cabeça, fazendo ferver seu espírito…

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EXCALIBUR, por Milene Barazzetti

E passaram-se dias. Quando a luz voltou, depois desse tempo, foi o momento de despertar de Esmeralda. Acordou com as lambidas de seu gato, companheiro de isolamento. No início, com luz e internet funcionando, o isolamento foi saudável. Mas, depois de algumas semanas, alguns sistemas de gerenciamento de dados não conseguiram mais dar conta do…

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LIRISMO, SUBJETIVIDADE E SOCIEDADE: O ENTREGADOR DE PRESSA, DE MARLON DE ALMEIDA, por Marcia Ivana de Lima e Silva

O verso é um doido cantando sozinho.Seu assunto é o caminho. E nada mais!O caminho que ele próprio inventa…Mario Quintana No ensaio “Lírica e sociedade”, Theodor Adorno afirma que o poema é o encontro entre subjetividades, a do poeta e a do leitor, através da linguagem que funciona como um elo entre lírica e sociedade.…

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BONEQUINHA DE LIXO, UMA RESENHA BREVE PARA UM LONGA RECOMENDAÇÃO, por Luís Roberto Amabile

“Lucio, tudo bem? Não vai ter as recomendações de leitura, igual teve no ano passado? Nesse ano vamos de edição normal, Luís. Todavia, se quiseres fazer uma resenha breve de algum livro, recebo tb!” * As aspas acima intentam mostrar que pretendo deixar tudo às claras. Nessa linha, preciso dizer que conheço a Helena Terra…

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MEMENTO, por José Francisco Botelho

Em tardes de invernoque o fogo alongavaestalando chamaspra dentro do ocasominha avó contavaa velha lembrançade quando, menina,na noite do rancho,o estrondo de passoscresceu em seu sonhoe a trouxe assustadade volta à vigília. Passos de botas duras,duro tinir de esporas,estalos de rebenques,sussurros de cancelas,contra o silêncio aflitoda noite que aguardavaum grito, uma batida,na estância que dormia,exceto…

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MARIA GRAZIA NAPPA: ALGUNS POEMAS TRADUZIDOS E UMA ENTREVISTA, por Paulo Damin

Maria Grazia Nappa (Caserta, Itália, 1985) estreou na literatura em 2018, com a publicação de um livro de poemas chamado Le brutture dei cuori scalzi (“As feiuras dos corações descalços”). Em 2019, lançou Nata intera (“Nascida inteira”), também uma coletânea de poesias. Publicou em diversas revistas, como ClanDestino, 900 letterario e La lettura. Organizou com…

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3 poemas de Marco de Menezes

pássaro, 1994 depois, bem depoisque meu amigo Luizse jogou do terraço do nosso apartamento,passamos a chamá-lo de homem-pássaroque era uma forma de rirmosde um assunto que não nos deixava mais tristes estava tudo previstoele, ou parte dele,já havia cortado os pulsos uma veze tomado umas pílulas outra vezmas isso a gente não sabiafoi o irmão…

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3 poemas de Moema Vilela

Inscrições abertas para cursos de línguas estrangeiras 2028 Gozar, apesar,ao invés e ao revésde tudo. A partir do que for.Como um ás. Saber o gozodisponível, como o arpara a respiração. Desfrutar de todo jeito.Sem embargo e a despeito. Malgrado e não obstante.Independentemente. A conjunção de fatoressabemos bem – e também por isso gozar. Na cara…

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5 poemas de Jéssica Iancoski

ROLOS DE PAPEL FILME como ybásecando longe do pé dedos esticadospela ganância brancaformam uma linhado polegar ao mundinho movimentos de pinçaroubam a tangerinatentando extraira seiva interina sem que saibamrobôs descascamo firmamento frutos envoltos em etilenoenrolam horizontesem rolos de papel filme UM SÓ LAMENTO PARA O SOTERRAMENTO enquanto cipósse lançam do altodas copasbuscandoa semente pessoastrocam de…

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3 poemas de Violeta Rivero

feita de cantos livresmesmo nas horas friasum pedaço de pedramedrado de poesialonge de deus e o mundotão perto das aguadasdeleitar de delírioscios de passaradarisos e super novasrosas, mitologiasguia de não sei ondelonge de já ser diamúsica analfabetafeita de letra poucagraves estrelas riemluas e aqualouca Que idade tem a almaDa criança que nasceu? Quantas células se…

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De ‘OLD PARR’, de Armando Moura Filho

Noite espichada Noite espichada,Dia que se recusa a chegar.A noite profunda é o meu habitat,Quando ela chega saio para as ruasDesertas, o lixo carregado pelo vento,Que posso ver até onde permite a neblina.Movimento-me por calçadasIrregulares e estreitas. Às vezes,Tropeço. Quase caio.Vejo luzes de bares quebradas pelaDensa bruma,Dentro deles só corações sangrandoDe solidão.Não é real, estou…

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