VOL. 1, Nº. 3/2020

POESIA 5 poemasArmando Moura Filho De Cristais colhidos na névoaCarlos Hahn 5 poemasEduard Traste De Eu vou piorarFernanda Bastos 5 poemasGraziela Jacques Prestes 5 poemasRamon Carlos 3 poemasMaria Ottilia Rodrigues De Uso internoLara Pozzobon De Menina de trançasLilian Rocha 3 poemasLuciana Albrecht De Esquizo iluminado: manual poética de meditaçãoSérgio Canarim De À espera de um…

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DE ‘DENTE-DE-LEÃO’, DE WANESSA MONTEIRO DE BARROS

6 passo lenta no centro dos vendavaismeus sonhos moram dentrodas ventas dos cavalos com o fogo dos dragões abro picadasafago cães no vazio, rego flores miudinhasjunto andorinhas ao conselho daninhodas congregações entro no país das fadaslá onde a lambida da salamandraé prenda, amora derretidacanto rupestreespinheira santana luz bruxuleantedas esquecidaslamparinas da mata enquanto seu lobo não…

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MULHER DO PAI – LUCIO CARVALHO

O pampa, lugar sem limite certo que habita e desabita os campos, oceano verde que invade as cidades por suas bordas, que é povoado por gente, animais, veículos e que é riscado por caminhos, arroios e até ferrovias; o pampa, talvez por sua geografia e amplidão, território por excelência externo em masculinidade e doméstico em…

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TRESAVENTO, DE MARCELO DELACROIX

Tresavento é o terceiro disco de Marcelo Delacroix. Depois do lançamento de Marcelo Delacroix, de 2000, e Depois do raio, de 2006, Marcelo produziu e por dois anos realizou as gravações de Tresavento. Num projeto de crowdfunding realizado por meio do Catarse, Marcelo finalizou a impressão das cópias dos apoiadores de primeira hora do projeto,…

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A FORMAÇÃO DA LEITURA NO BRASIL, DE MARISA LAJOLO E REGINA ZILBERMAN

Ao fechar este livro, vale a pena frisar alguns pressupostos que o balizaram e as conclusões para as quais ele aponta. Relativamente a seus pressupostos, o de maior peso é a hipótese de que hoje não são muitas, nem tampouco parecem muito instigantes as teorias literárias que endossam concepções exclusivamente textuais e/ou imanentes do literário,…

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DE ‘SUBIR AO MURAL’, DE RONALD AUGUSTO

octassílabos erra em ondas meu pensamentopelos ângulos do lugaras paredes brancas de nadaum corte transversal, solar as cortinas se mantêm feiasesse plissado industrialessa cor, de ordinário, pálidadão a tudo um quê de oficial o rumor ar condicionadopiso de hospício sem ranhurasou de laboratório clínicoquadrículo infenso à cultura no entanto aqui a estudantadafaz o exame vestibularcumprindo…

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O MUNDO DE SIMÕES LOPES NETO (1865-1916): TRAJETÓRIA INTELECTUAL E PRODUÇÃO CULTURAL NO SUL DO BRASIL – JOCELITO ZALLA

Este texto foi apresentado anteriormente no Simpósio Nacional de História de 2017 e faz parte das discussões do primeiro capítulo da tese “A invenção de Simões Lopes Neto: literatura e memória histórica no sul do Brasil”, defendida em 2018. Nos últimos anos, encontramos um novo interesse pela vida e pela obra de João Simões Lopes…

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DE ‘A ARTE DO MEDO’, DE DILAN CAMARGO

A ARTE DO MEDO Essa artelimita a vidamatéria disformedo desassossegoo medoaprisiona o egoem vigíliadesacende a realidadeessa vil paisagemdo dia a dia. Essa artefaz o vooda borboletaquase vãobelo feiomorrer nas sobrasde asas coloridasao rés do chão. Arte relesmedo de lesmado salesbugalha os olhosno sinalarrepia a peleacendesó o vermelho. Essa artedespoja o desejodesilude olharvaza sentimentotanto fazestar vivo…

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4 POEMAS INÉDITOS DE MICHELE C. BUSS

PLUVIÔMETRO A estação é das plantas da chuva… Crescem ervas ombrófilas nos meus olhose uma flor tropical violáceanos átrios do coraçãoencharcados de pulso. Nos céus além da pele:tempo bom. Nos silêncios interiores:o medidor de chuva descontroladoem pleno estado de tormenta epouco sol. Da instabilidade das pálpebrase da glândula lacrimal(100% de umidade no ar)floresce intensa a…

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AQUEUS * – DANIEL GRUBER

O monstro de madeira fez subirAos céus estrídulo e sinistro silvoBrilhando ao sol com seus arreios de ouroRepleto de guerreiros, que os helenosDeixaram junto às portas da cidade. Eurípides (1) A casa é velha, ampla e quadrangular, como um caixote imenso. É aconchegante, porque nos sentimos protegidos nela. As paredes são sólidas e não deixam…

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4 POEMAS INÉDITOS DE GABRIELA SILVA

Celebração primordial Na hora mais escura da noiteQuando não há mais medoNem esperança pela luzTomei teu corpo Como se cada partícula da tua peleMe pertencessee teu ritmo cardíacoocupasse o som de todas as coisas e ficamos assim, a aproveitar a festado espírito e da carnemateriais dispersos e complementaresque nos constróem mantenho-me acordadapara contemplar teu corpoonde…

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UMA ODE À HUMANIDADE (SÓFOCLES) – TRAD. POR RAFAEL BRUNHARA

(Sófocles, Antígone, versos 332-375) Muitos prodígios e terrores há;nenhum maior que o ser humano.Ele atravessa o mar cinzentojunto dos ventos invernais,ele vaga e vence rugentesondas que o cercam e exaurea mais suprema deusa,a Terra imortal e incansável,ano a ano lavrando-a vaicom o arado e seu cavalo. A raça de aves lépidasO rebanho de ferasas criaturas…

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EL AMANTE FANTASMA – FERNANDA MELLVEE

Traducido por Juan Ignacio Sunde. Días antes del casamiento, ella concordó con la única exigencia del marido, incluso considerándola desubicada: pediría la renuncia. En el  intervalo entre las comidas, ella se esmeraba en arreglar los pequeños cuartos, aunque no hubiese tiempo para cualquier resquicio de desorden. En las vísperas de cumplir un año de unión,…

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DE ‘MIDIASERÁVEL’, DE DELALVES COSTA

Made in Brazil O catador pão-dormido então acordouenvolto ao frio e ventosob notícias do jornal.O café matinal é farto:folhados, quinhentos-queijos caféexpresso londrino pãesleite suíço (vacas azuis)e sucos do laranjal tipo export.Made in Brazil, a fome à fartamesa tupiniquim: suorde sol a sol bordado com petróleoe estampa canavieira.Enquanto isso, brasil(de ruas viadutos calçadas)vaga à revelia empurrandorecicru…

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DE ‘CONSUBSTANTDJETIVOS COMUNS’, DE ADRIAN’DOS DELIMA

ATO DO RECOMEÇO O vento vuneNa minha orelhaSe levanta o cabeloE quanto àquiloQue eu pensava tão longeCaio em meu corpoMas mergulharMinha botaNo brilho do asfaltoRecompõe a noiteTudo aquilo que penseiCai com a chuvaBranca de luzesTudo aquiloSe recompõeEm mais um passoOutro NO COLIBRI LANCHES, CERTA TARDE, RECENTEMENTE DESEMPREGADO Me sinto bem no balcãoBem à vontade nos…

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DE ‘FLOR DE UDUMBARA’, DE SANDRA SANTOS

A Arte de Cultivar Girassóis Van Gogh colhe agoraquinze girassóis em Arlesporque um xamã das Américastem febre e flores na cabeçauma flor se levanta às 6:15 da manhã para comporum arranjoquinze capítulos degirassóis amarelosonde contemplo a luzdos teus olhos Girasol t’ikakuna tarpuyta yachaq Van Gogh phesqa chunka girasol t’ikakunataojarin qhunan Arles llaqtapiimanaqtinchus huj hampiqpa umant’ikakunawan…

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VOL. 1, Nº. 2/2020

POESIA De Consubstantdjetivos comunsAdrian’dos Delima De MidiaserávelDelalves Costa De A arte do medoDilan Camargo De E se alguém o panoEliane Marques 4 poemasGabriela Silva De Avesso do climaInês Lempek 3 poemasJoão Antônio Soares Neto 3 poemasLúcio Humberto Saretta De Noite altaMagda Loguercio Carvalho De A mulher submersaMar Becker 4 poemasMichele C. Buss Uma ode à…

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APRESENTAÇÃO

Em guarani e em outros dialetos indígenas, sepé é nome empregado comumente a homens. O termo dá nome também a uma gramínea bastante comum no Rio Grande do Sul: o capim Santa-Fé e parece ter esse sentido original. Outro significado possível para o termo é o de “chefe” e essa designação pode ter tudo a…

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4 POEMAS INÉDITOS DE MARCO DE MENEZES

introdução à contabilidade I quantos rostos esquecemosna parca destinação de comparsasque a existência provê aos visitantes de pai e mãe e irmãose parentes mais próximosposto que se transladamde um a outrocomo um projetor de slides enguiçadoos rostos escondemainda que familiaresum certo brilho esquisitoou uma opacidade de cera negligentesobre a tábua antiga do Seu Aquiles, o…

Sombras de um gradil

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